EJETORES E SISTEMAS DE VÁCUO
Os ejetores são bombas de vácuo a jato de vapor que empregam a energia cinética do vapor expandido para comprimir um gás a baixa pressão, até a pressão atmosférica.
Quando é requerido mais vácuo, são necessários duas, três, quatro etapas ou mais com condensadores intermediários.
No bico, o vapor é expandido até uma pressão algo menor que a de aspiração e sai a velocidade supersônica. Num princípio, o aumento da velocidade é maior que a diminuição da densidade, mas logo a relação se inverte. Por isso, o perfil do bico deve ser convergente-divergente, com uma secção mínima onde é estabelecida a velocidade do som, depois da qual alcançam velocidades supersônicas. No tronco de mistura o vapor acelera, pela transferência de impulso, o gás secundário que ingressa à câmara de aspiração. O gás arrastado acelera enquanto o vapor desacelera até que as velocidades se igualam. No difusor, a mistura se desacelera e se comprime, pela transformação de energia cinética (velocidade) em trabalho de compressão. A compressão que se logra é maior quanto mais elevada seja a velocidade de entrada. Nos ejetores, com relação de compressão 4 a 8, o número de Mach da mistura deve ser maior que 1 (regime supersônico), enquanto que em ventiladores de baixo p2/p1 está bem por baixo de 1 (regime subsônico). Nos termo-compressores são frequentes as relações de compressão próxima a 2 e neste caso aproximadamente M1: 1 (regime sônico).
As transformações que ocorrem são mostradas representando-as no diagrama entrópico para o caso de um ejetor que aspira vapor.
Uma etapa: até 100 Torr
Duas etapas: até 25 Torr
Três etapas: até 6 Torr
Quatro etapas: até 0,75 Torr
Cinco etapas: até 0,15 Torr



