Quando o vapor é injetado diretamente na água, o colapso instantâneo das bolhas de vapor, produz ruído e vibração. Para prevenir estes efeitos indeejáveis, o aquecedor a jato é o equipamento indicado.
Nele é utilizado o princípio de ejetor para misturar água e vapor obtendo uma distribuição uniforme e um fluxo silencioso. Uma ampla gama de operação consegue-se variando as pressões do líquido e do vapor. É possível obter uma temperatura até 10° menor que a temperatura de saturação.
Existem aquecedores de linha e aquecedores para tanque. Os aquecedores de linha são desenhados para a conexão direta das linhas de líquido e vapor. O vapor entra por uma série de orifícios cilíndricos inclinados e uniformemente distribuídos. A elevada turbulência dos jatos acelera a mistura do líquido e o vapor de maneira tal que a condensação é total na garganta do Venturi. No difusor recupera pressão de acordo ao teorema de Bernouilli. Para aquecer suspensões, o tipo mais indicado é o aquecedor a jato anular a fim de poder manter a câmara de mistura limpa e livre de tamponamentos. Ambos modelos, o standard e o anular requerem que a pressão do vapor não seja menor que a do líquido.
Quando se requer aquecer um líquido a pressão com vapor a menos pressão que a daquele, o equipamento adequado no aquecedor Venturi. Neste caso, o líquido a pressão se expande em um bico múltiplo que forma um feixe de jatos a elevada velocidade, até uma pressão menor que a do vapor, o qual é aspirado e condensado na câmara de mistura. A mistura do líquido mestre e o condensador que saem da garganta do Venturi é comprimida no difusor por reconversão da sua energia cinética.
Os aquecedores para tanque são usados quando é necessário aquecer e fazer circular o líquido, em reatores e cubas para processos químicos.

